Read o mandarim by Eça de Queirós Online

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O Mandarim de Eça de Queirós foi publicado em 1880 e conta a história de Teodoro, que embora não lhe falte nada, tem uma vida sempre sem dinheiro. Um dia, descobre num livro a Lenda do Mandarim, que consistia em tocar a campainha em uma certa hora de forma que um mandarim morresse, deixando toda a riqueza para quem tocasse a campainha. O Diabo instiga Teodoro a tocá-la e,O Mandarim de Eça de Queirós foi publicado em 1880 e conta a história de Teodoro, que embora não lhe falte nada, tem uma vida sempre sem dinheiro. Um dia, descobre num livro a Lenda do Mandarim, que consistia em tocar a campainha em uma certa hora de forma que um mandarim morresse, deixando toda a riqueza para quem tocasse a campainha. O Diabo instiga Teodoro a tocá-la e, de uma hora para a outra, tudo começa a mudar. Inicia-se uma vida de luxo e riquezas para Teodoro. Porém, o sentimento de culpa assalta-o, principalmente quando começa a ter visões sobre o falecido mandarim e sobre sua família que agora passa dificuldades.Fonte: http://www.superdownloads.com.br/down...Um ser misterioso, que é obviamente o Diabo, propõe a Teodoro um dilema terrível: tocar uma campainha mágica e matar, à distância e de imediato, o riquíssimo Mandarim Ti Chin-Fu, que vivia nos confins da China. Este simples gesto faria dele o herdeiro e senhor de uma imensa fortuna! Teodoro cede à tentação e torna-se um nababo. Mas o crime, mesmo executado telepaticamente, não compensa...http://www.wook.pt/ficha/o-mandarim/a...Publicada no Diário de Portugal em 1880, esta história foi nesse mesmo ano editada em livro. Conta a viagem de Teodoro até ao Oriente. De uma simples vida, este funcionário público passou a ambicionar tornar-se milionário e para que isso acontecesse ouviu o diabo.http://www.dn.pt/iniciativasdn/biblio......

Title : o mandarim
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ISBN : 12919425
Format Type : Library Binding
Number of Pages : 156 Pages
Status : Available For Download
Last checked : 21 Minutes ago!

o mandarim Reviews

  • Carmo
    2018-10-26 09:52

    O Mandarim, foi escrito na fase pós realista do autor, quando Eça se propõe escrever ”um conto fantasista e fantástico”. Um conto com um desencantado protagonista, um convincente Diabo, um obstinado fantasma, e façanhas aparatosas a abrilhantar uma história de ambição e remorso. O livro é pequeno, mas Eça fez desta historieta um espantoso exemplo de boa escrita, graças ao seu vocabulário absurdamente amplo, que ostenta em admiráveis rasgos de ironia e conhecimento.

  • Isabel
    2018-10-21 16:18

    "Céu e Inferno são concepções sociais para uso da plebe - e eu pertenço à classe média. Rezo, é verdade, a Nossa Senhora das Dores: porque, assim como pedi o favor do senhor doutor para passar no meu acto; assim como, para obter os meus vinte mil réis, implorei a benevolência do senhor deputado; igualmente para me subtrair à tísica, à angina, à navalha de ponta, à febre que vem da sarjeta, à casca da laranja escorregadia onde se quebra a perna, a outros males públicos, necessito de uma protecção extra-humana."

  • Sara Jesus
    2018-10-23 15:18

    Mais um livro fantástico de Eça de Queirós. Apenas não é tão descritivo como os outros. É uma pequena obra que nos leva a viajar para o Oriente, mais propriamente a China.

  • Margaret
    2018-11-03 12:20

    Uma pequena pérola do nosso querido Eça! “O Mandarim” conta-nos a história de Teodoro, empregado numa repartição pública que deseja ter uma vida mais excitante que aquela que o seu mísero salário proporciona. Um dia, num livro antigo, descobre que é possível ficar com a fortuna de um rico mandarim com um simples toque de campainha... que mata o pobre chinês! Ao encontrar uma sineta, Teodoro ousa fazer a experiência e fica rico... mas, a imagem do morto começa a persegui-lo e, para aliviar a sua consciência, decide empreender uma viagem à China, com consequências imprevisíveis.Esta é uma história divertida, com muitos pormenores dos exageros de Teodoro, que podem ser comparados aos devaneios de muitos vencedores da lotaria. No entanto, a moral que fica é que dinheiro fácil não é sinónimo de felicidade e, pior ainda, quando é obtido prejudicando outros. Apesar do tom leve da história, penso que o olhar de Eça sobre o Oriente é um bocado xenófobo mas, se calhar, espelha a mentalidade da época – Europa civilizada versus o resto bárbaro. É só uma impressão...

  • Alexandra Pedro
    2018-11-08 10:18

    Este é um livro sobre o consumismo, um tema intemporal. Para mim, a questão levantada é: quanto dinheiro vale uma vida humana? Fará o leitor refletir acerca do que faria na situação apresentada caso esta fosse real, sendo que eu em particular não reagiria da mesma forma que Teodoro. É um livro pequeno e direto que se lê facilmente. Não tem a quantidade de descrição que tanta gente desgosta n'Os Maias, desenvolvendo-se a ação mais rapidamente.Recomendo a quem goste de livros que façam o leitor refletir sobre as suas ações!

  • Mariana
    2018-10-14 18:09

    4,5Mas que dizer? Adorei a história, tudo! É Eça e eu tinha imensas saudades de ler algo do autor! Ah, como fiquei consolada de ler esta pequena história.

  • Fernanda
    2018-11-01 14:59

    excelente!um conto sobre o poder do dinheiro e de como se pode ou não ser feliz sendo muito rico ou tentar trazer essa felicidade a outros.... uma lição de moral

  • Laurens
    2018-10-22 11:10

    Ik was, toen ik dit boek kocht vooral benieuwd naar de veelgeprezen schrijfstijl van Eça (de grote Portugese realist) en minder naar weer een nieuwe Faust-vertelling. Maar "De Mandarijn" verbaasde me gigantisch. De hoofdpersoon Teodoro krijgt van een mysterieuze, zwartgeklede man (wow wow wow, wie zou dat zijn?) een aanbod om een belletje te luiden en daarmee een oude Chinese man te doden, maar daarmee diens gigantische fortuin te erven. Bij Faust-adaptaties zou je verwachten dat dit zijn ziel zal kosten, maar er zit geen addertje onder het gras, geen kleine lettertjes onderaan het contract. Hij krijgt geen wroeging als, zoals bij Faust, de zeven jaren op zijn en hij gehaald wordt, maar de wroeging zit hem in de wetenswaardigheid dat hij een verre onbekende heeft gedood voor eigen gewin en speelt daardoor meer in op zijn geweten dan op zijn angst voor het hiernamaals. Wat doet hij dan? Hij besluit het goed te maken door AF TE REIZEN NAAR FUCKING CHINA EN EEN VAN DE CHINEES' DOCHTERS TE HUWEN EN ZO HUN ERFENIS (DEELS) TERUG TE GEVEN! Dit was zo'n briljante en onverwachtse wending in het boek. Het lukt echter voor geen meter en China blijkt helemaal kut te zijn. Dus hij gaat weer lekker terug naar Portugal en blijft de rest van zijn leven slechts nadenken over of zijn beslissing goed of niet goed was. Ik genoot enorm van het feit dat deze allegorie ineens een avonturenroman leek te worden, maar desondanks toch goed ethische kwesties bleef behandelen (zonder zeer moreel zeurderig te worden). Teodoro kan met zijn rijkdom letterlijk alles en iedereen krijgen die hij wil. Ik dacht ook veel na over hoe China werd gefocaliseerd door Teodoro als iets dat hij niet zou kunnen begrijpen, niet per se mysterieus of barbaars, maar een maatschappij waar hij maar niet in door kan dringen.

  • Artur Coelho
    2018-11-06 16:03

    Devo começar por confessar que até agora não tinha lido este texto clássico da literatura portuguesa. Vergonhoso, bem sei, e culpo o desleixo na obrigatoriedade que tive de ler os grandes autores no liceu que me deixou traumatizado. Mesmo quando anos mais tarde os redescubro, sinto sempre aquele peso do ler por imposição e não por curiosidade e descoberta. Ridículo, eu sei, mas prefiro gastar dinheiro em livros do que em sessões de psicoterapia para resolver este trauma. Desafiado pela sessão sobre Ficção Científica no Livros a Oeste, decidi pegar neste clássico encantador e acutilante.Sendo livro de um autor canónico, é daqueles que nem me atrevo a dissecar. Outros, mais conhecedores e melhores analista que eu, já o fizeram em inúmeros artigos e teses. Fico-me pelo salientar de aspectos que me surpreenderam e intrigaram.O primeiro aspecto que me surpreendeu, e não deveria, é a força das palavras de Queirós. Sentimo-nos levados para o interior de uma narrativa que não perdeu a sua força. As descrições vívidas fazem sentir que estamos com os pés bem assentes a calcorrear a Lisboa do final do século XIX. O outro aspecto está na impiedade queirosiana. De todas as personagens talvez aquele que seja mais honesto seja o diabo de fraque. Pelo menos desse sabemos à partida o que esperar. Os restantes, apregoando de alto as suas boas intenções e morais incorruptíveis, são volúveis e facilmente corrompíveis. Teodoro, com o seu quê de ingénuo, tem nos remorsos e tentativas de redenção do crime que cometeu para saciar as suas ambições de fama e riqueza um lampejo moral. Nada disso é aparente nos que o rodeiam, sequiosos pelo dinheiro e influência, prestáveis aduladores do estatuto conferido pela riqueza. Nisso, tal como muito do que Queirós escreveu, esta pequena fábula de fantástico mantém-se actual no retrato que faz de lados imutáveis que perpassam o espírito dos tempos.O terceiro aspecto tem a ver com o lado fantasista, de literatura fantástica, desta obra. Temos polidos e elegantes demónios, uma acção impossível que se traduzirá em consequências inesperadas, e uma viagem orientalista que trai o fascínio dos finais do século XIX pela chinoiserie. Fábula moral, revê os pressupostos sociais sob a lente colorida do fantástico.

  • Raquel
    2018-11-03 17:09

    Li O Mandarim pela primeira vez quando tinha por volta de 13 anos como leitura obrigatória. ODIEI. Odiei tanto e provavelmente achei que nunca o iria reler - pelo menos por vontade própria. Tudo mudou quando em 2015 me apaixonei inegavelmente pela literatura do século XIX. Desde então, senti vontade de voltar a ler Eça de Queirós e como O Mandarim é o único livro do autor que tenho nas estantes decidi dar-lhe uma nova oportunidade. E como a classificação mostra, não me arrependi.O Mandarim conta a história de Teodoro, que apesar de não viver na miséria, sente que o dinheiro não lhe chega a nada. Até que, um dia, Teodoro é instigado pelo Diabo a tocar uma campainha - o que levava à morte de um mandarim riquíssimo e faria com que o tocador herdasse a sua fortuna. Teodoro ainda hesita mas acaba por ceder à tentação. Depois de algum tempo de luxos e excessos Teodoro é assaltado por um sentimento de culpa, o que o leva a procurar a família do Mandarim.Quando comecei a ler O Mandarim lembrei-me instantaneamente d'O Retrato de Dorian Gray mas a verdade é que a história de Eça de Queirós tem uma pegada muito mais leve chegando até a ser um pouco cómica. A moral é clara e ainda muito atual: muitas vezes o dinheiro fácil não é sinónimo de felicidade mas a verdade é que quase todos nós "mataríamos" o Mandarim se nos surgisse a oportunidade. Uma mensagem e narrativa bastante simples mas muito eficaz. Sem dúvida uma leitura bastante satisfatória que me deu vontade de explorar a literatura portuguesa deste século!

  • Xan
    2018-10-30 10:07

    Hay motivos en esta historia, que no vienen a cuento, por lo que me ha gustado mucho este relato. ¿Serías capaz de matar a una persona, incruentamente y a distancia, para recibir una herencia millonaria? ¿Seguro?Quizás, puede ser, tal vez... La respuesta solo la conoces tú.

  • Margarida
    2018-10-28 10:02

    "O Mandarim", de Eça de Queirós. Um conto com a mestria de escrita a que estamos habituados por parte de Eça de Queirós.Um homem recebe a visita do Diabo que lhe propõe um acordo: matar um mandarim chinês ao tocar numa campainha e receber toda a sua fortuna.Este problema moral era conhecido no século XIX como o "paradoxo do mandarim". Formulado em 1802 por Chateaubriand, consistia numa pergunta: "se pudesse, com um simples desejo, matar um homem na China e herdar a sua fortuna na Europa, com a convicção sobrenatural que nunca ninguém descobriria, formularia esse desejo?"No texto de Eça de Queirós, o Diabo apresenta-se de sobrecasaca e com os modismos do século XIX.Teodoro, a personagem principal, aceita o desafio. A partir do momento em que recebe a fortuna, a sua vida vai mudar.Do ponto de vista social, muda-se da pensão onde morava para um palacete, deixa de trabalhar como escriturário, passa a receber visitas no palacete que o consideram muito importante devido à sua inesperada fortuna.As pessoas passam a tratá-lo de acordo com a sua posição social por causa do dinheiro, e é essa uma das vertentes de crítica moral presente no texto, ao revelar a hipocrisia que domina as relações pessoais e sociais. A segunda vertente diz respeito à dimensão psicológica do narrador/personagem principal. A partir do momento em que recebe a herança passa a ser muito mais infeliz, o crime que originou a riqueza deixa-o com peso na consciência, passa a ver o fantasma do mandarim falecido.Planeia uma viagem à China com o propósito de expiar o seu pecado e acalmar o espírito do mandarim. Tem o plano de dar a fortuna à família do falecido, mas na China depara-se com uma sociedade diferente, com regras e preceitos diferentes, que o impedem de fazer o que planeara. Após várias peripécias e se aperceber que deixara de ver o fantasma do mandarim na China, considera que o espírito do falecido está calmo e que pode voltar à Europa. Triste erro: o espírito volta a aparecer-lhe assim que desembarca em Lisboa. E volta a viver triste e infeliz no palacete, decidindo voltar a viver na pensão e deixar de usar a fortuna... quem o rodeava anteriormente passa a tratá-lo como pelintra, denotando que só se relacionava com ele por causa da fortuna.Passado algum tempo decide voltar ao palacete e usufruir dos milhões que tinha no banco, porque vivendo como pobre ou como rico, o fantasma não o abandonava (como representação da consciência humana).No texto de Eça de Queirós, um dos aspectos mais interessantes é a visão exótica que descreve da China. Apresenta-nos um lugar construído a partir de relatos de terceiros, de leituras e, principalmente, pela construção da sua imaginação. A fantástica viagem à China, com todas as suas peripécias, constitui o cerne do texto e o que o mantém vivo e interessante.

  • Maikeru
    2018-10-14 13:17

    This short-story called O Mandarim is about the perpetual dilemma if, lest it is possible, you would kill someone in order to gain all of her/his money.The central character here is Teodoro who receives a book with a ring-bell that is capable of giving him all the wealth of a close-to-death mandarin in China if he taps the bell. After a persuasive discussion with a mysterious man that appeared, out of nowhere, in his house Teodoro decides to tap the bell. That's when the real story begins and Teodoro is now one of the wealthiest people of the country and, if not the one, one of the most powerful and influential.The problem is that he now starts regretting what he has done as it begins to dawn on him what happened to China and the old Mandarin's family: misery. Also, wherever he goes, the ghost of the old dead mandarin is always appearing to him...The story is very well written and although it does not gives us a real perception of Eça's quality as a writter and what type of writter he is, it is very entertaining.Also it is very fun to read the descriptions of the different characters and the different places Teodoro visits. Plus, the constant change of Teodoro's objectives is really entertaining.On the contrary the fact that the end of the book is not so much a real end is a negative point, in my opinion. However this point is offset by the fact that the end is a kind of lesson for us all, a moral that should be present in the way we live our lives.So overall the book is well written and interesting, with the bonus of having a useful and truthful message. Yet it is not an extraordinary or exceptional one, it is one you can read if you are searching for an entertaining book.

  • Luís Miguel
    2018-10-19 15:08

    Não é difícil gostar-se desta história: Um homem trata com o diabo a morte de um mandarim, herdando depois as suas riquezas ao toque de uma campainha, para ser perseguido pelo fantasma do remorso. Esta novela leva-o a viajar até ao extremo oriente da China e expor-se a uma cultura totalmente diferente. Eça presenteou os leitores do Diário de Portugal com este livro, no entanto, só o foi assim, porque ao escrever A Capital para esse efeito, cedo percebeu que estava perante material de um romance longo e complexo.Muito se fala da transição para a maturiadade da escrita de Eça de Queirós, ocorrida de 1870 para 1880, sendo esta novela um produto da fase mais cuidada e posterior. De facto, Eça nunca esteve na China e relata-a com surpreendente à vontade, recorrendo à sua impressão de textos e pinturas da época. Com esta particularidade em mente, é notável o engenho queirosiano ao colocar a narração na primeira pessoa do personagem (sendo esta a perspectiva ficcional), valendo a inclusão de elementos sobrenaturais e a descrição de uma cultura e cenários desconhecidos. A componente moral e, novamente, o humor característico de Eça sobressaem na reflexão final do livro. Embora seja vista como uma peça menor, considerando toda a obra do autor, O Mandarim é escrito e publicado com esse propósito, libertando-o do estigma do experimentalismo que encerra (a literatura mais experimental não era bem aceite em Portugal). Absolutamente recomendado.

  • Rosa Ramôa
    2018-11-06 13:19

    ***O português típico:"As felicidades haviam de vir: e para as apressar eu fazia tudo o que devia como português e como constitucional: – pedia-as todas as noites a Nossa Senhora das Dores, e comprava décimos da lotaria".

  • Monica
    2018-10-15 18:16

    Me da pena puntuarlo tan bajo porque es un regalo de un amigo y hecho con buena intención (sabe que gusto de la critica social). Pero, al menos para mí, “el Mandarín” se ha quedado obsoleto, pese a ser un clásico (cosa que, precisamente, no suele pasar sino al contrario).Por un lado, nos habla de una época demasiado lejana de costumbres y rituales sociales (aunque permanezcan presentes en esencia de algún modo), por lo cual es difícil ponerse en la piel de las estupideces, me refiero al modo no a las estupideces en sí, que hace el adjunto de una notaria tras conseguir una fortuna tras medios absolutamente amorales y anti éticos. Le falta profundidad, no estuve de acuerdo en cómo se comportó, no tuvo en cuenta que, pese a que la población en sí es muy reprobable y dudosa, uno no tiene necesariamente porqué serlo y parecerlo actuando de ése modo tan superficial. De Queirós seguramente quería recalcar que todos somos así, cosa que no comparto en absoluto. A través de la aventura del protagonista no hay ni un atisbo de bondad, y el regusto final del mensaje es sumamente amargo. A mí me gusta la crítica a lo Capra o Heinlein, sin tapujos, pero sacando también la buena condición de ciertos humanos, si se les da una mínima oportunidad o se les dedica un trato a la altura, se ve la reciprocidad en ése altruismo. Como decía Ghandhi: “Sé que el cambio que quieras ver”.Si eso no fuera poco, la narración es notable pero demasiado pomposa y detallista, lo cual aleja más al lector de la vivencia, porqué aquí Queirós no aporta ninguna pizca de ironía o incluso sorna negra (A lo Valle Inclán). Ésta es cadenciosa y hasta monótona en las pocas páginas que la componen. El mensaje que el dinero no da la felicidad es sabido por todos a éstas alturas de la vida (creo yo, xd), pero estoy en total desacuerdo en cómo el autor ejecuta a cabo el desarrollo y su mensaje final tan oscuro y desesperanzador. Sé que en parte se debe a que es víctima de una época, tanto el autor como la novela, pero no creo que sea un clásico a tener en cuenta. No aporta gran cosa, y más bien oscurece la condición humana.

  • Orcun
    2018-10-21 13:56

    I read this story from English translation, "The Mandarin". It is a balanced blend of fantastical and realistic narration. The story uses supernatural elements to criticize hypocrisy, indifference and greed of middle-class. Although some passages are quite melancholic, on the whole, the narration has a quality of a long nightmare - which may represent guilty conscience of a 19th century European.

  • Cristina Torrão
    2018-10-16 09:56

    Obra marcada por uma viagem ao reino da fantasia, registo incomum em Eça, assim como a moralidade latente, mais uma surpresa deste grande escritor, que se revela filósofo, na medida em que é um pensador da condição humana e de tudo aquilo que nos move.A nota moralista está presente logo no início, ainda antes de começar a narrativa:«A luta pelo dinheiro é santa - porque é, no fundo, a luta pela liberdade: mas até uma certa soma. Passada ela - é a tristonha e baixa gula do ouro».E, perto do fim, um aviso de Teodoro, o narrador e personagem principal, já que o romance (ou novela) é escrito na primeira pessoa, em flash-back:«Só sabe bem o pão que dia a dia ganham as nossas mãos: nunca mates o Mandarim!»Eça segue aqui o mito da venda da alma ao diabo, talvez inspirado por Fausto, de Goethe. Basta tocar uma campainha para matar o Mandarim, que aliás já é muito velho, e herdar-lhe a imensa fortuna. Uma personagem misteriosa convence Teodoro a dar o passo definitivo (o próprio diabo?). Porém, ele é incapaz de se manter lúcido, depois de herdar os milhões, cai numa vida frustrante, de tão ociosa e fútil, ao mesmo tempo que é atacado por sentimentos de culpa.No desejo imperativo de fazer alguma coisa pela família do Mandarim, caída na miséria, Teodoro parte para a China, império por onde vagueia, sem encontrar quem procura e expondo-se a perigos. Grande parte dos chineses é apresentada aqui como ignorante e violenta, o que, aos olhos de hoje, roça o racismo. Numa leitura atenta, porém, constata-se que Eça não critica os chineses em particular, mas sim todos aqueles que são ignorantes, desconfiam de estrangeiros e se deixam levar pela cobiça.Uma leitura fascinante, marcada pela habitual ironia deste génio da literatura.Nota: li a versão digital do Projecto Adamastor, download gratuito aqui.

  • Guillermo Jiménez
    2018-10-23 12:15

    Esta obra no creo que sea el mejor ejemplo para conocer a Eça de Queirós. El autor famoso por su obra naturalista, e inclusive realista, en esta entrega toma partido por el relato fantástico, por la pesadilla, no sin dejar de lado descripciones detalladas de la arquitectura y de los modos «diplomáticos» con que se mueven los funcionarios.El relato funciona de pe a pa. El planteamiento que en apariencia no ofrece sorpresas nos depara desde las primeras páginas que no será una novela costumbrista, no. Una vez entra en escena el Diablo, todo se desencadena con soltura y un tanto predecible.Teodoro, narrador y protagonista, es un pobre diablo, un burócrata, un achichincle, ninguneado y jodido. ¿Qué desea? Lo que todo pusilánime: riqueza, poder, dominio. Mujeres, manjares. Nada nuevo pues.Novela paternalista, fruto del realismo del siglo XIX sólo que instalada en la perspectiva fantástica, deudora un poco del antiromanticismo de la época, pero, desde un frente más cercano a este: la ensoñación, el alucine. Personajes muy bien dibujados, para esto Eça de Queirós es un maestro. Su prosa es bella, trabajada, concisa. No da vueltas ni gira en redondo, más bien va formando bucles que se expanden y retraen conforme el relato avanza, un relato, un tanto predecible a cachos y en otros no.Su brevedad la rescata, leerla puede ser una tarea de una tarde, pero, sus palabras, su música queda resonando por más tiempo. Van y vienen. El empleo de la sonoridad de las imágenes es cautivante, pero, algo falta al final. Hay un dejo de... ausencia. Algo falta, nada sobra.Definitivamente es un autor al que tengo que leer un poco más. Al menos sus obras «más representativas» El primo Basilo, El crimen del padre Amaro, o Los Maia.

  • Virgilio Machado
    2018-10-18 14:56

    One of my all time favorite books.História fantástica de autoria de Eça de Queirós que vai prender a sua atenção do começo ao fim.Fonte: http://www.superdownloads.com.br/down...Um romance leve, divertido, que vale a pena ser lido.Fonte: http://www.superdownloads.com.br/down...Nesta obra, Eça tem uma visão muito pessoal dos países orientais e da antiguidade. A sua imaginação volta a trabalhar para nos oferecer, com a sua fina ironia, uma obra rica de análise psicológica (pois retrata magistralmente o remorso) e com alguns momentos de descrição sugestiva nos sonhos de opulência do Teodoro, na sua quimérica viagem à China. É uma obra que pertence ao sonho, não à realidade, mas que caracteriza fielmente a tendência mais natural, mais espontânea do espírito português.Lilaz Carriço, in Literatura Prática II, Porto Editora (adaptado)http://www.portoeditora.pt/produtos/f...

  • Luís Garcia
    2018-11-02 16:06

    (lido em Chengdu, China)

  • Ana
    2018-10-18 12:16

    A short and sweet cautionary tale. Great writing, can be enjoyed with ease.

  • Jean Martins
    2018-11-01 15:00

    "- E agora o mundo parece-me um imenso montão de ruínas onde a minha alma solitária, como um exilado que erra por entre colunas tombadas, geme, sem descontinuar... As flores dos meus aposentos murcham e ninguém as renova: toda a luz me parece uma tocha: e quando as minhas amantes vêm, na brancura dos seus penteadores, encostar-se ao meu leito, eu choro -- como se avistasse a legião amortalhada das minhas alegrias defuntas... Sinto-me morrer. Tenho o meu testamento feito. Nele lego os meus milhões ao Demônio; pertencem-lhe; ele que os reclame e que os reparta..."

  • Lizzie
    2018-11-07 15:15

    *3.5

  • Jessica Abarca
    2018-11-06 12:21

    Solo tiene buen sabor el pan que día a día ganan nuestras manos. No matéis nunca al mandarín!

  • Lupi
    2018-10-15 16:20

    Esta era una relectura con la esperanza de que me gustase más que la primera vez.Tristemente no fue así.Esta vez lo leí con más detenimiento, y me atrapo solo un poco más que la ultima vez. Quizás el libro no es tan malo pero para mí lo es.Lo bueno:- Es corto.- El mensaje.Lo malo:- El protagonista. Me volvió a parecer irritante. Y peor aún -al menos para mi- el personaje no cambia o al menos no mucho.-Las descripciones. Son largas para una cosa muy sencilla.Eça de Queiroz es una figura importante en la literatura portuguesa.Y al menos "El mandarín" no es un libro que yo recomendaría.La premisa de que parte es simple pero realmente curiosa.Toca una campana. Morirá un mandarín chino millonario del que heredaras su fortuna.Obviamente, la vida de Teodoro cambia drásticamente... Y por su puesto su forma de ser.Al principio todos lo buscan por su fortuna, seguido su "conciencia" lo atormenta por lo que le hizo al mandarín y por su ello decide viajar a China a tratar de remediar todo.¿Lo hizo por la razón correcta? No. Solo lo hizo para calmar su conciencia. Es como algunos dicen, hacer las cosas correctas por las razones incorrectas.Quizás Queiroz trataba de mostrar que el dinero cambia a las personas para mal, o que el hombre es malo y solo necesita la oportunidad para serlo... No sé que sea pero al menos yo no me siento satisfecha después de leerlo.¿Lo recomendaría?No. Pero si te gustan los libros con temáticas moralistas quizás te pueda gustar.

  • Álvaro GuilhermeAndrade Rocha
    2018-10-31 11:53

    E a vós, homens, lego-vos apenas, sem comentários, estas palavras: "Só sabe bem o pão que dia a dia ganham as nossas mãos: nunca mates o Mandarim!"A literatura de Eça de Queiroz sempre me atraiu, principalmente devido à sua fase realista. Ao ler O Mandarim fiquei surpreso pela dinâmica do livro, não esperava ler uma obra tão estranhamente cômica e ao mesmo tempo tão espontaneamente crítica.

  • Célia
    2018-10-22 14:20

    O Mandarim é uma das obras de ficção curta de um dos maiores escritores portugueses de sempre, Eça de Queirós, publicada originalmente em 1880, enquanto o autor vivia em Paris. Do Eça, já tinha lido os romances mais famosos (Os Maias – que hei-de reler, O Crime do Padre Amaro e O Primo Basílio) e o livro de Contos, e gostei bastante de todos eles, pelo que foi com boas expectativas que parti para este livro.A história é a de Teodoro, um empregado do Ministério do Reino. Levava uma vida calma, rotineira e financeiramente mediana. Tinha alguns desejos de subir na vida, mas não suficientemente fortes para o fazerem esforçar-se para sair da sua zona de conforto. No entanto, quando lhe é apresentada a oportunidade de herdar uma fortuna milionária de um distante mandarim chinês, que se encontra às portas da morte, Teodoro vê-se perante um dilema. Tudo o que Teodoro tem de fazer é tocar uma campainha e Ti Chin-fu morrerá, passando todas as suas posses para o português. Como seria de prever, é precisamente isso que Teodoro faz, tornando-se de um momento para o outro um dos homens mais ricos e influentes do país. Contudo, alguns problemas de consciência quanto ao facto de ter decidido a sorte do mandarim, e o pensamento da miséria em que a sua família terá ficado, leva Teodoro a empreender uma viagem à China, como um bom samaritano.Uma das primeiras coisas que salta à vista ao iniciar a leitura desta história é o estilo inconfundível do autor. Por vezes cómico, mas sempre com a crítica mordaz à espreita, Eça de Queirós é exímio na composição das suas personagens – neste caso de Teodoro – e na forma como utiliza a alegoria para fazer crítica à sociedade e à condição humana. Esta novela proporciona-nos reflexões interessantes no que toca à relação entre as posses de alguém e a forma como os outros a tratam (assunto tão actual, 130 anos depois) e toda a hipocrisia presente nestas situações; por outro lado, aborda a moral do ser humano e a influência, directa ou não, que tem sobre as suas acções. Eça faz-nos também reflectir sobre a relação entre o valor que damos às coisas e o nível de facilidade com que as obtemos.A descrição da viagem à China é detalhada o suficiente para nos fazer pensar que o autor esteve lá, de facto. Mas não esteve, por isso o sucesso na transmissão ao leitor de um “sabor” oriental torna-se ainda mais valioso. Apesar disso, confesso que as histórias com elementos orientais não me fascinam particularmente e por isso nem sempre consegui apreciar como desejado o desenrolar do enredo. Foi uma das poucas vezes em que, ao ler ficção curta, não desejei que o livro fosse mais desenvolvido – o que pode ser um sinal positivo, indicando que o autor desenvolveu correctamente a sua história, ou um sinal negativo, uma vez que não tive muita vontade que a história se prolongasse. Ainda assim, um livro recomendado, e só tenho pena de não ter outra edição porque, como já referi, a qualidade dos livros desta colecção deixa muito a desejar.

  • Luis Hiniesto
    2018-11-11 10:53

    Lo primero que me ha llamado la atención de esta pequeña joya es la escritura. Nada más comenzar a leer se me ha hecho evidente una musicalidad en la composición de las frases. Está la historia de Teodoro, a quién se le ofrece la posibilidad de hacerse inmensamente rico tocando una campanilla cuya consecuencia será la muerte de un mandarín en la lejana China. Otra vuelta de tuerca sobre el trueque con el maligno, por el que uno vende su alma y el diablo concede favores inmediatos (amorosos, sexuales o monetarios). Y también es una reflexión sobre un tema que recientemente ha expuesto Ridley Scott en la película El Consejero, con guión de Cormac McCarthy: Las consecuencias de nuestros actos.Pero lo sorprendente es cómo está escrito, con qué sencillez tan difícil de conseguir cambia tu estado de ánimo acorde a la situación que está describiendo. Para muestra un botón:"Las flores de mis aposentos se marchitan y nadie las sustituye; la luz me parece un cirio fúnebre, y cuando mis amantes, en la blancura de sus saltos de cama, vienen a acostarse en mi lecho, yo lloro, como si contemplase la legión amortajada de mis alegrías difuntas..."Como es lo primero que leo de Eça de Queiros, me parece estéril el debate que se produjo en su época al incorporar en El mandarín elementos fantásticos y alejarse del realismo de otras novelas. Lo importante es el dominio de la escritura de este hombre. Así qué tendré que continuar con esas otras novelas realistas como "Los crímenes del padre Amaro".

  • Zuberino
    2018-10-26 10:02

    Interesting Iberian curiosity this, Eca de Queiroz being one of the more celebrated Portuguese writers of the 19th century. Three stories in this slight volume, the title story describing the adventures of one Teodoro, a humble scribe at the Ministry in Lisbon, who comes by an incredible Chinese fortune, by means even more incredible. What follows then are his peregrinations across two continents, all to placate the ghost of the Mandarin of the title. An entertaining romp, with a nice little moral at the end. The next story 'Jose Matias' was probably my favorite, telling as it does the tale of a quixotic love, set amidst the upper stratum of late 19th-century Portuguese society - all sunny languid afternoons, scent of roses and dahlias, and a steady income from vineyards in the countryside. The last one was the least successful of the lot, imho - an extract from a longer story called 'The Relic', narrating the Jewish pilgrimage to Jerusalem in Roman times. Full marks though to the translator Margaret Jull Costa who really shows off her quality in rendering Queiroz's flowery 19th-century style into eminently readable, always entertaining English.